O que aconteceu com todo mundo?
Ou o que aconteceu comigo?
As pessoas perderam a fé.
Eu não sou uma pessoa muito religiosa, não sou muito indicado pra falar do assunto. Mas é importante. De diversas maneiras diferentes. Além do mais, a fé não é apenas ligada a religião.
As pessoas perderam a confiança.
E, o pior, é que isso é justificável. Não se dá mais carona para estranhos, pois eles podem simplesmente roubar o seu carro, ou pior; não se dá ajuda - quando se pode - ao homem desesperado chorando pela noite falando sobre sua filha pequena em casa, passando fome: ele pode estar mentindo, e isso é bastante freqüênte.
E, por isso, pessoas honestas sofrem mais. E mais.
As pessoas perderam o romantismo.
As coisas são grossas e rápidas, beijos e sexo e nada, em rápida sucessão. Nome? Conversas? Até mesmo a Internet ajuda na exclusão das relações. O MSN dificulta que as pessoas conheçam outras pessoas. Saudades do IRC... e olhem quem o diz!
Eu não sou muito bom em ignorar nenhuma dessas coisas.
E só espero que essas ignorâncias modernas não estejam na constituição em alguns anos...
quinta-feira, 19 de julho de 2007
quinta-feira, 12 de julho de 2007
Nostalgias e Anti-Sépticos
Uma nova banda de Jazz, uma nova banda de Emocore... Musculação e, voilá! Estou de volta ao Skate! Muito legal, embora eu esteja andando sozinho. Eu vou pra academia de Skate, aproveito o caminho pra dar uma volta e tudo o mais, e o melhor: ainda escapo da maldita esteira, que eu odeio.
Mas hoje eu não consegui chegar na academia. Tinha uma brita no meio do caminho. Tão sem propósito quanto os NPCs de Arthúnio (piada "interna". Ignore.), existia apenas pra estar lá no momento que eu passasse de Skate. Aquela poeira que veio das montanhas da Jordânia, trazida pelo vento, que conheceu e conversou com uma poeira muito simpática que formava alguma das pirâmides do Egito, e vieram parar no Brasil. Alguma mala retirou-a de seu sono milenar, deu-lhe o nome de brita e a deixou numa construção. Ela, sorrateiramente, escapou para o asfalto. E eu apareci.
A queda foi interessante. Foi violenta. Bem violenta, mas eu vivi. Eu lembrei como é sentir dor, quando eu coloquei meus inúmeros ferimentos em contato com a aparentemente inocente água do chuveiro. E anti-sépticos. Ahhh, os anti-sépticos. Eu não sei se os germes morreram, mas eu cheguei bem perto disso.
Mas eu consegui. Meu ollie saiu. Se essa queda intencionava me fazer abalar, falhou. Como já disse Fall Out Boy, "If that's the worst you got, you'd better put your fingers back to the keys". E, como diriam alguns deputados e senadores, "Eu estarei de volta às ruas em 24 horas!"
Mas hoje eu não consegui chegar na academia. Tinha uma brita no meio do caminho. Tão sem propósito quanto os NPCs de Arthúnio (piada "interna". Ignore.), existia apenas pra estar lá no momento que eu passasse de Skate. Aquela poeira que veio das montanhas da Jordânia, trazida pelo vento, que conheceu e conversou com uma poeira muito simpática que formava alguma das pirâmides do Egito, e vieram parar no Brasil. Alguma mala retirou-a de seu sono milenar, deu-lhe o nome de brita e a deixou numa construção. Ela, sorrateiramente, escapou para o asfalto. E eu apareci.
A queda foi interessante. Foi violenta. Bem violenta, mas eu vivi. Eu lembrei como é sentir dor, quando eu coloquei meus inúmeros ferimentos em contato com a aparentemente inocente água do chuveiro. E anti-sépticos. Ahhh, os anti-sépticos. Eu não sei se os germes morreram, mas eu cheguei bem perto disso.
Mas eu consegui. Meu ollie saiu. Se essa queda intencionava me fazer abalar, falhou. Como já disse Fall Out Boy, "If that's the worst you got, you'd better put your fingers back to the keys". E, como diriam alguns deputados e senadores, "Eu estarei de volta às ruas em 24 horas!"
terça-feira, 10 de julho de 2007
Queremos Justiça?
É claro que não. Essa é uma daquelas frases ditas somente quando algo de ruim - ou melhor, injusto - nos acontece. É provável que muitos de nós falemos ela antes de morrer. E estaremos muito certos, claro. Nós não queremos justiça - nós queremos o que nos convém. A célebre frase cinematográfia "Você quer a verdade? Você não aguentaria a verdade!" pode ser facilmente adaptada para o que eu quero ilustrar, se mudarmos "verdade" por "justiça".
Considerando justiça não apenas uma normal legal, mas sim uma ação social para beneficiar um indivíduo que foi, de alguma forma, prejudicado por outrém, façamos uma análise baseada no meu dia-a-dia.
Lá vou eu, percorrendo a Bernardo Vieira em direção ao CEFET, e me deparo com o retorno que sempre faço. Existem uns 10 carros na minha frente, e eu me ponho atrás deles - ao contrário dos outros carros que continuam na faixa da esquerda, não entram na "faixa de retorno", e tentam furar a fila lá na frente. Eu fui injustiçado.
Fila do Caixa Rápido do supermercado. Logo depois de considerar que uma caixa de cervejas conta como um item só, estacionei na fila - onde passei 15 minutos - e esperei minha vez. Alguns metros na minha frente, estava aquele rapaz olhando para o tempo com aquele carrinho que não aguentava mais uma uva de tão cheio. E, um pouco mais a frente, quatro jovens passam uma cesta de compras para um amigo que estava quase chegando na vez. Eu fui injustiçado.
Situação hipotética mas muito comum no Brasil: você esquece o documento do carro e é parado numa Blitz. Muitas dezenas de reais em multa e alguns pontos na carteira. Basta puxar 1/3 do valor, ou menos, passar para o guarda e tudo se resolve!
Justiça? Você não aguentaria a Justiça.
Considerando justiça não apenas uma normal legal, mas sim uma ação social para beneficiar um indivíduo que foi, de alguma forma, prejudicado por outrém, façamos uma análise baseada no meu dia-a-dia.
Lá vou eu, percorrendo a Bernardo Vieira em direção ao CEFET, e me deparo com o retorno que sempre faço. Existem uns 10 carros na minha frente, e eu me ponho atrás deles - ao contrário dos outros carros que continuam na faixa da esquerda, não entram na "faixa de retorno", e tentam furar a fila lá na frente. Eu fui injustiçado.
Fila do Caixa Rápido do supermercado. Logo depois de considerar que uma caixa de cervejas conta como um item só, estacionei na fila - onde passei 15 minutos - e esperei minha vez. Alguns metros na minha frente, estava aquele rapaz olhando para o tempo com aquele carrinho que não aguentava mais uma uva de tão cheio. E, um pouco mais a frente, quatro jovens passam uma cesta de compras para um amigo que estava quase chegando na vez. Eu fui injustiçado.
Situação hipotética mas muito comum no Brasil: você esquece o documento do carro e é parado numa Blitz. Muitas dezenas de reais em multa e alguns pontos na carteira. Basta puxar 1/3 do valor, ou menos, passar para o guarda e tudo se resolve!
Justiça? Você não aguentaria a Justiça.
segunda-feira, 9 de julho de 2007
Você não consegue falar "sócio" sem dizer "ócio"
Social.
Sociedade.
Sociabilidade.
Não, obrigado. Prefiro os meus velhos amigos que acham que "Jogos Mortais" é uma merda.
P.S.: Eu já ia apertar o botão pra "Publicar Postagem" e não tinha conseguido pensar em nenhum pedaço de música pra ilustrar meu pensamento. Mas acabaram de me chegar algumas!
"The world outside my house is paved with good intentions"
(Fall Out Boy - Hum Hallelujah)
"They say quitters never win,
but we walk the plank on a sinking ship,
there's a world outside of my front door
that gets up on being down."
(Fall Out Boy - Don't You Know Who I Think I Am?)
Sociedade.
Sociabilidade.
Não, obrigado. Prefiro os meus velhos amigos que acham que "Jogos Mortais" é uma merda.
P.S.: Eu já ia apertar o botão pra "Publicar Postagem" e não tinha conseguido pensar em nenhum pedaço de música pra ilustrar meu pensamento. Mas acabaram de me chegar algumas!
"The world outside my house is paved with good intentions"
(Fall Out Boy - Hum Hallelujah)
"They say quitters never win,
but we walk the plank on a sinking ship,
there's a world outside of my front door
that gets up on being down."
(Fall Out Boy - Don't You Know Who I Think I Am?)
terça-feira, 3 de julho de 2007
Fama < Infâmia
Hoje meu pai queria que eu lesse a matéria de capa da veja falando sobre auto-estima. Na verdade ela diz "Eu me amo". E todo mundo sabe que eu me amo, mas meu pai acha que eu tenho "baixa auto-estima". Como é possível alguém achar isso de mim?
Bom, eu não li a veja, graças a um adendo válido de Guru no último minuto. Eu só queria saber os problemas das pessoas. Mas eu desisti. Eu gosto de ouvir problemas, às vezes - dos outros, claro. Eu já tenho tudo o que eu que... preciso. iPhone? Ferrari? Calma. Eu mantenho os pés no chão. Muitas pessoas já me amam e eu amo muitas coisas e pessoas. Exato, aqueeeela palavra que foi confiscada... ou melhor, dada, entregue por desuso, à comunidade Emo internacional. Embora a grande maioria da população queira removê-la do Português, eu mantenho o uso de termos arcáicos, todos sabem disso. But, I digress...
Em resumo, é muito amor! Não recebo tanto quanto eu gostaria - mas ainda vou, just wait and see -, mas recebo exatamente o que eu preciso =P E todo mundo precisa de mim. Por quê diabos alguém diria que eu tenho "baixa auto-estima"? Eu não sei. Eu me amo!
Só o que me resta agora é arrogância e egocentrismo.
E amor. All you need is love!
"The kid was allright, but it went to his head"
(Fall Out Boy - Fame < Infamy)
E não encham mais o meu saco.
Bom, eu não li a veja, graças a um adendo válido de Guru no último minuto. Eu só queria saber os problemas das pessoas. Mas eu desisti. Eu gosto de ouvir problemas, às vezes - dos outros, claro. Eu já tenho tudo o que eu que... preciso. iPhone? Ferrari? Calma. Eu mantenho os pés no chão. Muitas pessoas já me amam e eu amo muitas coisas e pessoas. Exato, aqueeeela palavra que foi confiscada... ou melhor, dada, entregue por desuso, à comunidade Emo internacional. Embora a grande maioria da população queira removê-la do Português, eu mantenho o uso de termos arcáicos, todos sabem disso. But, I digress...
Em resumo, é muito amor! Não recebo tanto quanto eu gostaria - mas ainda vou, just wait and see -, mas recebo exatamente o que eu preciso =P E todo mundo precisa de mim. Por quê diabos alguém diria que eu tenho "baixa auto-estima"? Eu não sei. Eu me amo!
Só o que me resta agora é arrogância e egocentrismo.
E amor. All you need is love!
"The kid was allright, but it went to his head"
(Fall Out Boy - Fame < Infamy)
E não encham mais o meu saco.
sexta-feira, 29 de junho de 2007
"Romance é encontrado morto com dois tiros"

Ok, esse assunto é velho. Pra mim, tão velho quanto a violência no Brasil. Isso dá margem a inúmeras interpretações, e eu acredito que - salvo as arthuniadas - todas estão corretas. Mas o fato de um assunto ser banal só implica na sua... bem, banalidade. E um dos maiores problemas do Brasil (mundo?) é supor que o que é banal é imutável e deve ser esquecido. Besteira.
Nossa mais-uma geração de meninas que tomam glória nos corações partidos e nas lágrimas derramadas é patética. Bom, é disso que eu entendo. Não vou segregar por sexo, mas as senhoritas tiveram uma... "vantagem inicial", diria. E você pensaria que elas não gostam de receber flores, poesias e chocolates... é claro que gostam.
A abominação que se vê hoje, como Moreno bem ressaltou em uma dessas mesas de bar, são pessoas que matam o romance como respiram, seja simplesmente por acharem ridículo ou por quê dizem "Eu te Amo" pra uma pessoa diferente a cada três meses.
Eu achei que esse é o sketch-up de um conhecimento que deveria ser armazenado nos anais da Internet. Muito embora todos nós pós-20-anos saibamos que saber essas coisas quando se está apaixonando durante os 15 anos é o mesmo que nada. Mas pelo menos assim eu posso dizer para o mundo "I hate to say I told you so!".
Ainda bem que existem as músicas! Ah, as músicas... "The songs and the words own the beating of our hearts!"* Mas... quem veio primeiro? A música ou a miséria?
Mas será que alguém tem esses problemas depois dos 20? Alguém ainda tem problemas emocionais por causa dessas pessoas? Eles parecem tão distantes. Muita gente acha um período tão sombrio, The Dark Ages da vida. Que nada! Experiências fundamentais pra ser um adulto saudável =D
"That was a good time we'll never have again,
I'm glad to see it end..."
(Jackson - All The Way)
E falando em "publicar postagem"...
"It's true, romance is dead. I shot it in the chest then in the head"
(Fall Out Boy - The Music or The Misery)
Eh... bacio©!
©Copyright - All Rights Reserved for Italians AND Vic.
segunda-feira, 25 de junho de 2007
Nós somos a nova face do fracasso
Dois ou três dias atrás, Arthúnio mandou para nossa lista de eMail uma reportagem no mínimo estranha falando sobre... bom, eu não sei exatamente qual era a intenção do "jornalista". O fato é que ele comparava os hippies aos evangelistas da Web 2.0, dizendo que ambos tem um espírito de liberdade intrínseco e bla, bla bla.
Meu irmão chegou pra mim ontem e disse "o negócio agora é hard rock!" enquanto ouvia Guns'n'Roses. Eu pensei "agora?". Esse era o negócio há muito tempo! O pessoal do Blink 182 não é muito brilhante nas letras, mas convém agora usar o "I think I'm different, but I'm the same and I'm wrong". Ou, melhor ainda, como já disse Fall Out Boy (sem chiar, rapaz! Só leia...):
"Baby, seasons change but people don't"
(Fall Out Boy - The Take Over, The Break's Over)
"We're the new face of failure,
prettier and younger, but not any better off,
bullet-proof loneliness - at best, at best..."
(Fall Out Boy - I'm Like a Lawyer With The Way I'm Always Trying To Get You Off Me (Me And You))
BTW*, se alguém tiver referências musicais diferentes do FOB, pode deixar nos comentários, só não encham o meu saco.
Renato Russo falou alguma coisa sobre o assunto, né? Mas eu não gosto das músicas dele. Então já era.
Muito legal mesmo é a letra do NoFX. Ela toda reflete isso, mas do ponto de vista do jovem, e ele não acha que ele é igual aos pais, ele acha que os pais são iguais a ele. Uma passagem interessante é:
"(...) You're not supposed to like my bands,
the things I like you don't understand!"
(NoFX - What's The Matter With Parents Today?)
Enfim, eu sei que eu vou pensar nisso sozinho, então that's all for today's show, folks!
'cuz the take over, the break's over =;]
* BTW = By The Way = "Aliás"
Meu irmão chegou pra mim ontem e disse "o negócio agora é hard rock!" enquanto ouvia Guns'n'Roses. Eu pensei "agora?". Esse era o negócio há muito tempo! O pessoal do Blink 182 não é muito brilhante nas letras, mas convém agora usar o "I think I'm different, but I'm the same and I'm wrong". Ou, melhor ainda, como já disse Fall Out Boy (sem chiar, rapaz! Só leia...):
"Baby, seasons change but people don't"
(Fall Out Boy - The Take Over, The Break's Over)
"We're the new face of failure,
prettier and younger, but not any better off,
bullet-proof loneliness - at best, at best..."
(Fall Out Boy - I'm Like a Lawyer With The Way I'm Always Trying To Get You Off Me (Me And You))
BTW*, se alguém tiver referências musicais diferentes do FOB, pode deixar nos comentários, só não encham o meu saco.
Renato Russo falou alguma coisa sobre o assunto, né? Mas eu não gosto das músicas dele. Então já era.
Muito legal mesmo é a letra do NoFX. Ela toda reflete isso, mas do ponto de vista do jovem, e ele não acha que ele é igual aos pais, ele acha que os pais são iguais a ele. Uma passagem interessante é:
"(...) You're not supposed to like my bands,
the things I like you don't understand!"
(NoFX - What's The Matter With Parents Today?)
Enfim, eu sei que eu vou pensar nisso sozinho, então that's all for today's show, folks!
'cuz the take over, the break's over =;]
* BTW = By The Way = "Aliás"
"A culpa é de todo mundo, menos minha"
Estava eu chegando da academia hoje, 08:43 AM, quando fui abordado pela senhora minha mãe com aqueles velhos dizeres "psss, escutem!". Isso quer dizer que está passando alguma reportagem sem sentido e que ela deve ter ouvido alguma frase de efeito. Qualquer uma.
Dito e feito. Ana Maria Braga recebia um cara que se dizia líder de algum movimento anti-drogas. To make a long story short, eu ouvi "bla, bla, bla, comecei no vinho e terminei na cocaína" e "bla, bla, bla, bati num poste a 140 por hora". Obviamente eu relacionei as duas coisas. E fiquei puto. Não duvido que efeitos do álcool e cocaína podem fazer você vir a 140km/h e jogar o carro em cima de um poste - coitado do poste, esse cara devia pagar por ele.
Homer Simpson, um dos maiores pensadores de nossa época, juntando toda a phronesis de dois séculos (mais experiências de antecessores, já inclusas no pacote), quando acusado de alguma outra coisa, disse "A culpa é de todo mundo, menos minha!".
E essa parece ser a lei do nosso tempo. "A culpa não foi minha, foi do vinho!", "Eu tenho câncer de pulmão, a culpa não é minha, é do cigarro", e o mesmo vale pra qualquer outra coisa que vicie. Eu isento, por exemplo, a indústria do cigarro de culpa por essas coisas? Ironicamente, não. Eu só acho ridículo um ser humano fazer uma coisa pra, no futuro, culpar outra pessoa. O "Chefe Wigum" (acho que é assim que se escreve), também dos Simpsons, tem como plano de aposentadoria levar um tiro três dias antes de se aposentar. Isso resume muita coisa.
Agora com licença que eu tenho uma monografia pra escrever.
À tout!
"Please, put the doctor on the phone, 'cuz I'm not making any sense,
blaming everyone but me for this mess."
(Fall Out Boy - I've Got a Dark Alley And a Bad Idea That Says You Should Shut Your Mouth)
Dito e feito. Ana Maria Braga recebia um cara que se dizia líder de algum movimento anti-drogas. To make a long story short, eu ouvi "bla, bla, bla, comecei no vinho e terminei na cocaína" e "bla, bla, bla, bati num poste a 140 por hora". Obviamente eu relacionei as duas coisas. E fiquei puto. Não duvido que efeitos do álcool e cocaína podem fazer você vir a 140km/h e jogar o carro em cima de um poste - coitado do poste, esse cara devia pagar por ele.
Homer Simpson, um dos maiores pensadores de nossa época, juntando toda a phronesis de dois séculos (mais experiências de antecessores, já inclusas no pacote), quando acusado de alguma outra coisa, disse "A culpa é de todo mundo, menos minha!".
E essa parece ser a lei do nosso tempo. "A culpa não foi minha, foi do vinho!", "Eu tenho câncer de pulmão, a culpa não é minha, é do cigarro", e o mesmo vale pra qualquer outra coisa que vicie. Eu isento, por exemplo, a indústria do cigarro de culpa por essas coisas? Ironicamente, não. Eu só acho ridículo um ser humano fazer uma coisa pra, no futuro, culpar outra pessoa. O "Chefe Wigum" (acho que é assim que se escreve), também dos Simpsons, tem como plano de aposentadoria levar um tiro três dias antes de se aposentar. Isso resume muita coisa.
Agora com licença que eu tenho uma monografia pra escrever.
À tout!
"Please, put the doctor on the phone, 'cuz I'm not making any sense,
blaming everyone but me for this mess."
(Fall Out Boy - I've Got a Dark Alley And a Bad Idea That Says You Should Shut Your Mouth)
domingo, 24 de junho de 2007
Sábados

Pois eis que os sábados agora tem uma nova atração: vinhos, espumanetes e cigarrilhas. Bom, oficialmente falando, esse foi o segundo planejado com esse intuito, e foi absurdamente agradável. Nada me segura no "Sábado" - pode ser Domingo! - mas tem sido Sábado. Vocês podem ver as fotos na postagem de Pablo, e uma cobertura bem mais completa do que as minhas vagas e de baixa densidade =P.Foi um dia muito interessante, comparado ao imenso "nada" que eu tenho pra fazer hoje. Saí de casa de 11:20am, com planos de voltar em 20 minutos; voltei só de madrugada. Pablo me chama pra comprar os vinhos; Natalia e Débora me chamam pra almoçar; Eu chamo Guru pra beber os vinhos; Guru chama a gente pra fogueira na casa dele; Eu chamo Natalia pra casa de Guru; Bob chama Natalia pra Kon Xin China (se esse post for o mais comentado, é otarice); Minha cama me chama.
Pelo menos eu ganhei um vale-massagem, e vou solicitar minha massagem ASAP. Aliás, todos peçam massagem a Keyse antes que ela se torne profissional e COBRE.
sexta-feira, 22 de junho de 2007
"Os Prós e Contras de Respirar"

Faz quanto tempo que você não acorda na estiga*? Sem motivo mesmo. Ou talvez tenha um motivo: você existe e você é O cara. Como eu já disse pra uma amiga minha "Minha arrogância chega a níveis científicos"**. Mas o mais interessante é a oscilação emocional. CARA, eu adoro isso. Você simplesmente não se entende! E sempre é interessante ouvir o comentário de pessoas que acham que entendem você. Jazz, eu, Emocore; Agudos, eu, gritos; Bondade, eu, maldade. Eu, paradoxalmente, considero isso auto-conhecimento. Né? É.
E não tem o menor sentido em ser normal. Que coisa mais chata, pessoas adoram sair "pra fazer amigos". Por quê elas simpelsmente não vão no aeroporto, no desembarque, com uma plaquinha escrito "Qualquer Um" ou "É, você mesmo"? Não vou discorrer sobre isso, mas eu gosto de reforçar a idéia. Considerem a dita-cuja reforçada.
"Long live the car-crash hearts,
cry on the couch, all the poets come to life"
(Fall Out Boy - Thriller)
Call me a fan. Eu realmente não vou me opor =]
* Se você está pensando em falar alguma coisa sobre a sintaxe dessa palavra, engula isso.
** Fall Out Boy - I Slept With Someone In Fall Out Boy And All I Got Was This Stupid Song Written About Me
quarta-feira, 20 de junho de 2007
Sobre o Tempo e Correlatos, Parte II
Esquecendo que todo mundo vai morrer, vamos nos preocupar com o que realmente é preocupante. Eu tenho 22 anos - como vocês mortais os contam - mas ainda existem coisas que eu preciso fazer. Mas de novo surgem o Tempo e seus Correlatos. Em 2000 eu conheci a maior parte dos amigos com quem ando hoje. E só pra dar um status parcial mais ou menos preciso:
2 estão cuidando das suas famílias;
2 estão tomando banhos nús enfurnados em uma academia de polícia;
1 só quer saber de namorar;
1 tá longe, beeeeem longe;
1 é Pablo;
Marcos é... estranho. Pra nun dizer DOENTE.
...falando única e exclusivamente dos homens.
E o que resta a esse pobre not-user-friendly se não arranjar novas amizades?
Adição. Sempre adição. Às vezes remoção, mas não vem ao caso agora =:D
Pouca gente sabe o quanto é difícil arranjar amigos. A maioria das pessoas faz aquelas coisas ridículas de sair por aí coletando o primeiro que levantar o braço pra fazer amizade. Isso é ridículo, tem que haver um levantamente sociológico e psicológico centrado no(a) indivíduo.
Enfim...
...é o fim.
"This love is too good to last, and I'm too old to dream" (Muse - Blackout)
2 estão cuidando das suas famílias;
2 estão tomando banhos nús enfurnados em uma academia de polícia;
1 só quer saber de namorar;
1 tá longe, beeeeem longe;
1 é Pablo;
Marcos é... estranho. Pra nun dizer DOENTE.
...falando única e exclusivamente dos homens.
E o que resta a esse pobre not-user-friendly se não arranjar novas amizades?
Adição. Sempre adição. Às vezes remoção, mas não vem ao caso agora =:D
Pouca gente sabe o quanto é difícil arranjar amigos. A maioria das pessoas faz aquelas coisas ridículas de sair por aí coletando o primeiro que levantar o braço pra fazer amizade. Isso é ridículo, tem que haver um levantamente sociológico e psicológico centrado no(a) indivíduo.
Enfim...
...é o fim.
"This love is too good to last, and I'm too old to dream" (Muse - Blackout)
terça-feira, 19 de junho de 2007
"It's the devil's way now"
Alguma coisas simplesmente têm que ser erradas.
Deve ser muito chato passar os dias tentando trazer toda e qualquer coisinha errada que você faça para a "legalidade".
Explico.
Eu gostava muito de cajú. Sempre subia no pé do vizinho pra pegar cajú.
Até que o meu pai comprou uma "granja" com diversos cajueiros.
Eu simplesmente não gosto mais de cajú.
E beber dos 15 aos 17 e 364 dias?
Usar a wireless do vizinho.
Simplesmente não adianta fazer essas coisas do jeito certo, por quê... não tem graça!
Como já disse Radiohead:
"It's the devil's way now,
there is no way out,
you can scream and you can shout,
there is no way out."
(Radiohead - 2 + 2 = 5)
Favor não me perguntar no que eu estava pensando quando eu escrevi isso, principalmente por que eu sei que não vou lembrar. E viva os Neo-Sofistas =D
Deve ser muito chato passar os dias tentando trazer toda e qualquer coisinha errada que você faça para a "legalidade".
Explico.
Eu gostava muito de cajú. Sempre subia no pé do vizinho pra pegar cajú.
Até que o meu pai comprou uma "granja" com diversos cajueiros.
Eu simplesmente não gosto mais de cajú.
E beber dos 15 aos 17 e 364 dias?
Usar a wireless do vizinho.
Simplesmente não adianta fazer essas coisas do jeito certo, por quê... não tem graça!
Como já disse Radiohead:
"It's the devil's way now,
there is no way out,
you can scream and you can shout,
there is no way out."
(Radiohead - 2 + 2 = 5)
Favor não me perguntar no que eu estava pensando quando eu escrevi isso, principalmente por que eu sei que não vou lembrar. E viva os Neo-Sofistas =D
segunda-feira, 18 de junho de 2007
Novo álbum do Radiohead

Agora é oficial. Depois de 4 anos sem lançar CDs novos, e depois de especulações sobre o fim da banda, rolam os boatos de que a publicação nova sai ainda este ano. No blog oficial da banda, o Dead Air Space, há uma postagem do Ed O'Brien falando "estamos quase lá". No mesmo blog há uma edição em vídeo de pedaços cortados das gravações em estúdio, dá pra ouvir algumas coisas de algumas músicas (tem o vídeo no blog, mas recomendo uma busca no youtube).
Enfim, http://g1.globo.com/Noticias/Musica/0,,MUL51626-7085,00.html :)
(Agradecimentos a Arthúnio pela dica!)
domingo, 17 de junho de 2007
Re: Entre a Cadeira e o Teclado
Todo mundo sabe que a Internet tem suas utilidades.
Mas também tem suas inutilidades. Todo mundo também sabe disso.
Agora de manhã esbarrei nessa notícia. Na verdade é uma compilação de serviços ofertados pelas tecnologias da Web 2.0. O que eles têm em comum? Todos eles mantém um histórico das coisas que você faz no seu computador - como programas que usa, músicas que ouve, páginas que visita - e fora dele - como onde você está.
Desses todos eu só uso o Last.fm. Como alguém já comentou, o Last.fm tem algo a lhe dar em troca: analisa o seu gosto musical e oferece amigos com mesmo gosto e outras bandas no mesmo estilo.
Mas a grande maioria é, simplesmente, sem retorno. Suas informações vão, e é isso aí.
Se alguem aí se inscrever em algum dos serviços, me avise! =D
Depois eu posto um texto complementar pra dar pra vocês umas dicas de serviços ÚTEIS da Web 2.0.
Uma verdadeira onda de "falta de privacidade" está se espalhando pela Internet. Mas afinal, onde estão os culpados?
Mas também tem suas inutilidades. Todo mundo também sabe disso.
Agora de manhã esbarrei nessa notícia. Na verdade é uma compilação de serviços ofertados pelas tecnologias da Web 2.0. O que eles têm em comum? Todos eles mantém um histórico das coisas que você faz no seu computador - como programas que usa, músicas que ouve, páginas que visita - e fora dele - como onde você está.
Desses todos eu só uso o Last.fm. Como alguém já comentou, o Last.fm tem algo a lhe dar em troca: analisa o seu gosto musical e oferece amigos com mesmo gosto e outras bandas no mesmo estilo.
Mas a grande maioria é, simplesmente, sem retorno. Suas informações vão, e é isso aí.
Se alguem aí se inscrever em algum dos serviços, me avise! =D
Depois eu posto um texto complementar pra dar pra vocês umas dicas de serviços ÚTEIS da Web 2.0.
Uma verdadeira onda de "falta de privacidade" está se espalhando pela Internet. Mas afinal, onde estão os culpados?
sábado, 16 de junho de 2007
N.I.P - Nerds In Pink

Eles não são conhecidos por jogar, nem por programar, e tampouco por serem grandes ratos de internet. Até agora.
Perdoem o enigma pronominial (é que até o presente momento eu defendo a tese de quer Nerds não têm sexo), mas eu estou falando das mulheres. Segundo o site da Folha, a maioria dos internautas brasileiros são mulheres. Pelo quarto mês seguido.
Outro dia (ontem) eu estava na academia quando uma senhora me parou e passou 20 minutos me perguntando sobre computadores e falando como as filhas dela queriam computadores com muito espaço pra fazer muitos downloads. Coincidência? Não é o que dizem os números!
E eu já sei que vão vir algumas dizendo "usar Internet para ver eMails, Orkut, MSN (...) não é coisa de nerd! Programar e jogar é que é!". Sim, claro que sim... pois sabem as senhoritas que, eu lembro muito bem, que até uns poucos anos atrás, o simples fato de usar Internet era coisa de nerd. Além do mais, se você diz "Vou tomar só uma dosezinha desse Whisky..." alguém diz "Começa assim...". Por quê seria diferente com "Vou só dar um 'Oi' pra fulaninho no MSN..."?
Welcome to the Matrix! (cor-de-rosa) =P
sexta-feira, 15 de junho de 2007
Eliminando o "Homem do Meio"

Bom, quem me conhece sabe que eu tenho um dilema moral com relação à pirataria. Mas recentemente alguém me falou algo tipo "artista não ganha dinheiro com CDs". Eu até concordo. Minha ânsia por ter alguns CDs originais (poucos, poucos mesmo) vai além da recompensa ao artista, embora eu tenha a convicção de que quem merece ganhar dinheiro, tem que ganhar; eu simplesmente gosto de ter as coisas boas (recentemente adquiri o CD novo do Fall Out Boys, ótimo por sinal :D).
Daí encontrei isso no Digg. Ela faz referência ao tema. Sintam-se à vontade para acompanhar a discussão do Digg :P
Aniversário de Moreno e Gustavo
ia 9 de Junho ocorreu o aniversário de Moreno e Gustavo. Ocasião inesperadamente divertida (não que eu não esperasse que fosse divertida, só que foi mais divertida do que eu esperava :S). O que acontece é que aconteceram coisas há muito esquecidas por este grupo de jovens velhos que só querem virar velhos jovens: confusão! Uma vida permeada de mesas de bares e em casas de amigos, a paz absoluta, mesmo diante do barulho impressionante que um forró é capaz de causar - nós, cujos ouvidos são verdadeiros filtros, e alguém pergunta sobre um forró "conhece essa música?" e nós somos capazes de responder "música? tem alguma tocando?" (não em escárnio ao forró, nós simplesmente não ouvimos!).
Nós, com tais qualifeitos (qualidades ou defeitos, você decide), vivenciamos a discórdia dos 15, 16...17 anos aos 22, 23... 24! Você já se sentiu insensível? Não no sentido "feio" da palavra, mas no sentido... engraçado! Choros e esperneios em um salão, por motivos muito escassos, o oxigênio no topo do Everest ganha de longe. E quando você já vivenciou - de perto ou de não-tão-perto - tudo aquilo, e sabe que no final "todos vão cantar o velho Hino Nacional", o que há de se fazer se não aproveitar? Óbvio, sem atrapalhar. Ou neutro, ou positivo. Yeah, right...
Parabéns a Deda pelos acontecimentos, nunca vi linhas mais tortas. E parabéns aos aniversariantes, e aos atores do espetáculo =P
(Tomara que Larissa não leia isso, mas ela sabe que eu gostei muito dela, neh hellgirl?
"Come, hell or high water... when I'm feeling hot and wet!" (Band the Doldrums - Fall Out Boy)
Nós, com tais qualifeitos (qualidades ou defeitos, você decide), vivenciamos a discórdia dos 15, 16...17 anos aos 22, 23... 24! Você já se sentiu insensível? Não no sentido "feio" da palavra, mas no sentido... engraçado! Choros e esperneios em um salão, por motivos muito escassos, o oxigênio no topo do Everest ganha de longe. E quando você já vivenciou - de perto ou de não-tão-perto - tudo aquilo, e sabe que no final "todos vão cantar o velho Hino Nacional", o que há de se fazer se não aproveitar? Óbvio, sem atrapalhar. Ou neutro, ou positivo. Yeah, right...
Parabéns a Deda pelos acontecimentos, nunca vi linhas mais tortas. E parabéns aos aniversariantes, e aos atores do espetáculo =P
(Tomara que Larissa não leia isso, mas ela sabe que eu gostei muito dela, neh hellgirl?
"Come, hell or high water... when I'm feeling hot and wet!" (Band the Doldrums - Fall Out Boy)
Sobre o Tempo e Correlatos
É, faz um tempo que eu não atualizo, mas faz muito mais que eu não atualizo o flog (R.I.P.). O ciclo de evolução de um blog em si já é entristecedor, pois ele, como qualquer mídia, tende a precisar de um tempo pra juntar assíduos, certo? E me falta a lendária paciência. Mas eu decidi que deve ser legal ter um relato das coisas que eu penso hoje, e ver depois. Então resolvi me desprender da noção de platéia e partir para a idéia de "apontamentos".
Eu vou começar a dar um propósito aos meus posts, por que eu não quero ficar falando só besteiras aqui. Opiniões virão, claro, mas pretendo falar de diversos assuntos. Vou reiniciar minhas postagens sem nenhuma tag (Categoria), mas pretendo usar todas as aqui disponíveis =D
Até já 
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