Estava eu chegando da academia hoje, 08:43 AM, quando fui abordado pela senhora minha mãe com aqueles velhos dizeres "psss, escutem!". Isso quer dizer que está passando alguma reportagem sem sentido e que ela deve ter ouvido alguma frase de efeito. Qualquer uma.
Dito e feito. Ana Maria Braga recebia um cara que se dizia líder de algum movimento anti-drogas. To make a long story short, eu ouvi "bla, bla, bla, comecei no vinho e terminei na cocaína" e "bla, bla, bla, bati num poste a 140 por hora". Obviamente eu relacionei as duas coisas. E fiquei puto. Não duvido que efeitos do álcool e cocaína podem fazer você vir a 140km/h e jogar o carro em cima de um poste - coitado do poste, esse cara devia pagar por ele.
Homer Simpson, um dos maiores pensadores de nossa época, juntando toda a phronesis de dois séculos (mais experiências de antecessores, já inclusas no pacote), quando acusado de alguma outra coisa, disse "A culpa é de todo mundo, menos minha!".
E essa parece ser a lei do nosso tempo. "A culpa não foi minha, foi do vinho!", "Eu tenho câncer de pulmão, a culpa não é minha, é do cigarro", e o mesmo vale pra qualquer outra coisa que vicie. Eu isento, por exemplo, a indústria do cigarro de culpa por essas coisas? Ironicamente, não. Eu só acho ridículo um ser humano fazer uma coisa pra, no futuro, culpar outra pessoa. O "Chefe Wigum" (acho que é assim que se escreve), também dos Simpsons, tem como plano de aposentadoria levar um tiro três dias antes de se aposentar. Isso resume muita coisa.
Agora com licença que eu tenho uma monografia pra escrever.
À tout!
"Please, put the doctor on the phone, 'cuz I'm not making any sense,
blaming everyone but me for this mess."
(Fall Out Boy - I've Got a Dark Alley And a Bad Idea That Says You Should Shut Your Mouth)
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